NA inteligência artificial deve ganhar um novo patamar dentro do mercado de seguros nos próximos anos. A expectativa para Vinicius Schroeder, CEO...
A inteligência artificial deve ganhar um novo patamar dentro do mercado de seguros nos próximos anos. A expectativa de Vinicius Schroeder, CEO e cofundador da Brick, é que, a partir de 2026, a tecnologia deixe de ser usada de forma pontual e passe a ocupar o centro dos processos críticos das seguradoras, impactando diretamente a forma como riscos são analisados e decisões são tomadas.
Segundo o executivo, a mudança será estrutural. “A IA deixará de ser uma ferramenta acessória para assumir o centro dos processos. Diferente das antigas regras rígidas de RPA, a IA tem capacidade de interpretação e raciocínio, transformando as decisões de risco em sistemas vivos que aprendem continuamente”, afirma. Isso significa que operações de baixo e médio risco serão conduzidas pela tecnologia, otimizando o tempo dos profissionais humanos.
O impacto será mais visível em áreas como subscrição, sinistros e prevenção à fraude. De acordo com Schroeder, o modelo atual de tarefas manuais representa um risco operacional pela concentração de conhecimento. “A IA vai automatizar essa carga pesada, trazendo velocidade. Clientes e corretores exigem agilidade; ao decidir mais rápido, a seguradora melhora a retenção e realiza mais vendas”, explica.
Apesar do potencial, a adoção em larga escala enfrenta desafios como a integração com sistemas legados e a necessidade de garantir governança e transparência nas decisões automatizadas. Ainda assim, o movimento é considerado inevitável, prometendo um cenário de operações mais precisas e um papel cada vez mais estratégico para o corretor na jornada do cliente.

